Domingo de
Ramos - 09 de abril de 2006
O
próprio Rabi pede que nos lembremos dele Vivo. E é assim que
devemos nos lembrar dele, sim. Vivo. Em nós. Por nós. Sobre nós.
Não devemos olhar para os erros e nos envolvermos na auto-culpa
ou auto-piedade. Olhar para trás e ver como estávamos
caminhando, e se quisermos, acertarmos, daqui para a frente a
forma de trilharmos esse trecho da grande jornada chamada Vida.
Não devemos usar a crucificação do Rabi como resignação e choros
lamuriosos e não fazermos nada daqui para a frente. Nem devemos
fingir que nada aconteceu. Assumir nossas falhas e procurar
sempre não repeti-las é o que podemos fazer para reparar os
danos causados. Em qualquer vida que tivemos. Inclusive nessa
vida atual.
A vida existe e por ela devemos atuar enquanto seres espirituais
buscando a própria Luz no Criador.
O amor já venceu no coração daquele que acredita. O Rabi
acreditou.
E a humanidade que ele ama? Quando vai acreditar?
-- 00 --
Domingo de Ramos : Quando os habitantes de Jerusalém e
adjacências se decepcionaram com o Messias. Quando viram que Ele
não era o que pensavam e desejavam que fosse.
Quiseram um mágico e
se depararam com um Mestre. Quiseram um justiceiro e se
depararam com um Justo.
Quando todos gritavam " hosanas" ao descendente de David, na
presunção de se verem livres , magicamente, pressupondo que o
Rabi pegaria à força o governo da região e lhes daria paz. Não
quiserem ouvi-Lo quando dizia que a paz se conquista dentro de
si mesmo.
Iguamente hoje, esperam que desçam dos céus anjos para fazerem
milagres, enquanto ficam sentados tecendo teias para atacarem a
próxima vitima.
O Rabi sabia muito bem o que estava acontecendo, tanto no
emocional físico quanto no extra-físico, e optou por entrar na
cidade montado no burrico. Sabia qual seria a reação da maioria.
Mas era preciso fazer. Mostrar a todos que os direitos de cada
um e da sociedade seriam respeitados a partir de condutas dos
próprios habitantes. Que não esperassem que ele estalasse os
dedos e resolvem suas vidas e seus karmas. Mas que descobrissem,
por si mesmos, que a união no amor promove mudanças positivas.
Ele entendeu também a reação de cada um de seus discípulos e
percebeu que estavam consternados com aquilo.
Uma humanidade que sofria mas não envidava os esforços
necessários para uma vida melhor. Que vive a espera de messias e
mais messias fazerem o serviço que eles mesmos precisam
(precisavam) fazer, mas que preferiram ( e ainda preferem)
esperar que os anjos do Senhor venham fazer.
Então, quando ele percebeu que tudo ia se antecipar e ele sabia
das consequências, quis mostrar a todos que ele não salvaria
como queriam que ele salvasse, e que tudo o que ele ensinou era
exatamente para isso = para que eles mesmos procurassem a
liberdade do espírito. Que cada um promovesse a própria
religação com o Criador. E que parassem de esperar por tantos
messias milagrosos.
Igualmente hoje. Não há diferença alguma.
Hoje muito se fala, igualmente naquela época, e pouco se faz,
quanto à mudança de mundo melhor. Teorias e mais teorias. Muitos
messias para iludir a população.
Quando ele entrou, montado no burrico, seu coração se apertou de
uma forma que não se tem idéia, pois ele sabia o que se passava
e passaria no coração da maioria que o bajulava e o elogiava
quando estavam próximos. Ele concentrou a Alma do Universo em si
mesmo. Seu nascimento é algo que ainda hoje não será
compreendido, caso seja revelado tal como aconteceu.
Lágrimas silenciosas em sua alma ao saber que dai a uma semana
seria crucificado por aqueles mesmos que diziam que o amavam e
que esperavam, a todo momento, por milagres dele em suas vidas
pessoais e em suas comunidades.
Sabiam, intuíam quem era aquele Homem, mas tinham medo até mesmo
de pensar nisso. Porque então teriam que começar a fazer o que
até então, em muitas vidas, não fizeram. Medo de enfrentar a
realidade de frente: O Criador estava se manifestando ali, no
meio de todos. E isso tem significados muito mais profundos do
que se vê a primeira vista.
Então, ele passou um olhar e viu Maria de Nazaré, no meio da
multidão, e ela lhe transmitiu mentalmente tudo o que ele
perguntou e que necessitava confirmar. Porque ele sentiu algo
errado com relação a tudo, e ela procurou contato com o Cosmos
para receber a confirmação "sim, tudo foi antecipado" e ela,
sem poder mentir, lhe enviou essa informação.
No momento em que sua mãe lhe confirma o que já havia intuído,
ouviu que gritavam, freneticamente seu nome e elogios lhe eram
ditos. A multidão pretendendo incentivá-lo a tomar a atitude que
queria que ele tomasse o elogiava, como se pretendesse despertar
suas vaidades humanas. Enquanto que Ele veio para auxiliar a
despertar o espírito e por poucos foi compreendido.
A unicidade que já existia entre o Rabi e sua mãe se acentuou
dada a movimentação pesada nos mundos astrais do Planeta.
Muitos dos que lá gritavam, que queria vê-lo subir no trono e
governar para eles, fazer o que eles precisavam fazer, hoje
ainda estão de braços cruzados ou atirando pedras em quem
avançou com Ele.
O Rabi, então, vendo que as horas seriam menores, preocupou-se
com seus apóstolos, no sentido de intensificar mais e mais os
ensinamentos que ele deixaria no decorrer ainda de alguns anos,
mas que já não seria possível.
Quando ele desfilou naquele corredor de uma maioria histérica
querendo ver a guerra acontecer e ele ser coroado, depois, como
governante no lugar dos atuais governantes da época, o coração
dele pulsava já a dor da crucificação, e num esforço infinito,
procurou conservar em seu semblante a tranquilidade que o
caracterizava.
Procurou, mais uma vez, sua amantissima mãe, com os olhos, e a
viu na multidão, de rosto firme, e a dor que ele sentia, ele a
viu no mais profundo dos olhos dela. E então, sentiu vontade de
chorar. Pela dor dela.
Se ele pudesse, não deixaria acontecer nada daquilo. Pela mãe.
Pela dor que ela já sentia. Pelo amor que ele tinha e tem por
ela; e por não querer vê-la sofrer o que sabia que sofreria.
Nessa época, ele pediu a ela que se afastasse da cidade, por uns
dias. Queria evitar que ela estivesse ali, naquela semana, para
que ela não sofresse tanto com o que acontecia, as perseguições
se tornariam mais violentas, e ela seria um alvo mais visível
ainda do que antes. E se isso acontecesse, com certeza, a
história teria um fim bem diferente.
Pediu que ela se afastasse da cidade também para que não
sofresse vendo-o sofrer, dia após dia, hora após hora, por saber
ser inevitável o que aconteceria.
Maria se afastou, então, a seu pedido. Embora sentisse cada
sobressalto que o coração dele sentia, diante das perseguições e
palavras cruéis, que cortavam como a lança. Cada sentimento dele
era o dela, e vice-versa.
Ele desejava que tudo terminasse logo, pois sabia o sofrimento
que seria. Por isso, várias vezes, ele pediu a Judas que fizesse
logo o que iria fazer.
Ele sabia que Judas poderia fazer; entretanto, quem o queria
preso não podia cometer erros prendendo-o sem um crime para
julgá-lo. Não podia prender o Rabi, porque ele não cometia
crimes. Então, começou-se a campanha de sedução a muitos em
troca de favores, convencendo algumas pessoas que o que ele
fazia era crime e intimidando, de certa forma, algumas outras
pessoas a deporem contra ele, e que quem não o acusasse seria
considerado seu cúmplice.
O Messias e seu bando. Muitos assim se referiram a ele naquela
época. Igualmente hoje.
Forjaram infrações na Lei, como se ele as tivesse cometido.
Testemunhas compradas, induzidas ou intimidadas a confirmarem ou
a informarem tudo conforme sordidamente combinado antes, em
conversas particulares.
Enquanto seus acusadores procuravam forjar as provas, o Rabi
buscava em sua própria dor a força necessária para suportar o
que seus verdugos lhe fizeram, somente para se vangloriarem de
uma vitória que não existiu e ficarem registrados na história.
Seus acusadores precisariam pegá-lo sem testemunhas, para que
não houvesse tumulto. E ficavam tal e qual hoje, à espreita,
preparando na surdina situações para que ele cometesse algum
crime. Forjando provocações de todos os tipos para que ele
pudesse ser acusado diante da população. Não sendo possível
isso, então optaram por fazer sua prisão acontecer sem muitas
testemunhas (as que houvessem, seriam intimidadas e forçadas a
se calarem).
Ainda que tenham decidido que tudo seria feito às escondidas (na
verdade, nada diferente, porque quem gosta de escuro age assim
mesmo) e sem muitas testemunhas, tiveram que se esmerar em agir
com criatividade no momento de sua prisão, para que, de qualquer
forma, ele fosse levado a julgamento.
Os seus acusadores precisavam "dobrar" aquele Homem que tanto
perigo representava para suas vidas medíocres e pequenas. Pois
Ele representava a grandiosidade do Criador e dele tinham muito
medo.
Igualmente hoje. Medo de Deus. Criaram uma imagem vingativa de
Deus para justificar as suas consciências de vidas na
prostituição moral e espiritual.
E isso intensificava o seu sofrimento.
Ele sabia que não deveria ficar esperando ajuda externa, pois
sabia também como os mundos astrais estavam se tornando
emocionalmente pesados e isso se materializaria ali, no mundo
físico, em poucos dias.
Profundo conhecedor da genética humana terrestre, ele sabia que
seu corpo suportaria mais do que seria necessário, e com isso as
dores da crucificação seriam sentidas durante um tempo maior do
que para uma pessoa com constituição física mais comum à época.
Passou a segunda-feira, pregando e orientando sobre ciências,
todas; e em separado, conversava com seus apóstolos,
preparando-os para o futuro sem ele, e intensificando o
despertar de cada um com longas conversas sobre a criação, as
origens das vidas. E muito mais.
Via, desolado, o riso e o deboche de todos , ou quase todos a
sua volta, depois da cena do burrico. Percebeu que as pessoas
queriam dele apenas atitudes de tomada de poder, como se isso
resolvesse tudo e trouxesse a paz ao planeta. Interessadas
apenas no que ele lhes daria, e não, no que ele lhes orientava.
Igualmente hoje. O interesse.
Via que todos permaneciam acomodados querendo salvadores. E,
lamentou, então, que tudo acontecesse daquela forma.
Um amigo, um simpatizante da missão do Rabi, quando a situação
se complicou, ofereceu sua casa para o caso de necessitarem, ele
e os apóstolos.
Passou a terça feira, sem muito comer, apenas em meditação,
para se comunicar com seus mentores. Mas pela situação densa
demais naqueles dias, não conseguia muita coisa, pois havia
muita interferência dos mundos astrais. Conseguiu receber a
informação de que Condor Prateado já estava a postos. Não como
quando de seu nascimento. Mas, pelo menos, estava a postos.
Chega a quarta-feira, e ele mesmo sente o ambiente denso, tudo
mais elétrico, mais rápido. Emoções à flor da pele. Uns e outros
se acusavam mutuamente, já numa antecipação do que seria depois.
Ele sabia que era questão de horas. mas tinha muito ainda a
orientar seus discípulos a respeito de astronomia, por exemplo.
E de outras ciências. Ajudá-los a entender alguns símbolos
sagrados e reconhecer a má utilização deles, como ainda hoje
acontece. Muito a se fazer ainda.
Então, na quarta-feira, meio a uma das inúmeras provocações
diárias, saiu rapidamente de onde estava para eliminar o tumulto
que alguns estavam criando com o fim de dizerem que ele era o
causador, e assim, prenderem-no. E foi se colocar sozinho, como
sempre fez e mais assiduamente fazia por essa ocasião.
Foi procurado por um ser astral. Um dos seres cuja energia
existe para o domínio/escravidão e poder, e que já se encontrava
manifestada em Terra. E esse ser se comunicou com ele de onde
estava no mundo astral, e lhe disse que poderia impedir aquilo
tudo que ia acontecer.
Não pediu ao Rabi a sua alma em troca. Pediu que o Rabi
silenciasse e não divulgasse o que sabia. Não trouxesse o avanço
moral. Não fizesse o que veio fazer. Que parasse de ajudar a
pessoas a elevarem a auto-estima, e que ficasse quieto, ali,
vivendo uma vida de humano igual a todos.
O Rabi não concordou. Retorna ao grupo, em silêncio. Mais uma
vez, ele volta a pedir a Judas que fizesse logo o que tinha que
fazer.
A sua dor intensifica e ele começa a ter as veias mais
realçadas. A tensão orgânica já se tornava visível. Mas poucos
entendiam o que se passava, pois que se preocupavam com a
fabricação de problemas diários, tal e qual hoje, quando se
preocupam com assuntos que não trazem benefícios a ninguém.
Maria , onde estava, sentiu que ele precisava dela por perto e
decide retornar à casa, à cidade.José, que estava em Terra, e
que lhes acompanhou em sua trajetória enquanto marido e pai, e
depois, como orientador espiritual, lhe acalmava o espírito.
Na quinta-feira, muito trabalho a fazer. Conversas.
Esclarecimentos. Orientações. A última refeição precisou ser
realizada em segredo, para que não o prendessem antes que ele
falasse com todos. Após, o Rabi dirige-se para a montanha, onde
estavam acampados, e ali, a sua dor foi tanta que o Cosmos
venceu a barreira da negritude que envolvia o planeta, e ainda
que corressem riscos, vieram dois amigos para lhe ajudar.
Conversaram por bastante tempo, e o deixaram mais calmo, como se
isso fosse possível.Tentaram falar, orientar os discípulos que
ali estavam, mas eles, não estavam receptivos, como muitos hoje.
João, então, que estava percebendo a seriedade da situação, se
manteve mais afastado, e procurou ficar mais centrado, caso
fosse necessária uma intervenção. Conferiu sua espada. Assim
como a de todos.
Sentiu a presença dos amigos que vieram, e por intuição, soube,
em conjunto com o Rabi, que tudo já estava acontecendo. Era
chegada a hora. Mas ele precisaria ser forte como o Mestre. Era
momento de não chorar nem se desesperar, mas procurar manter, ao
máximo, o equilíbrio emocional.
Foi orientado a não fazer nada, posto que muito pouco poderia
ser feito no sentido de evitar o que aconteceria. E lhe foi
pedido também que protegesse Maria de Nazaré e a todos os
outros, se fosse possível.
Maria Madalena, conversando com algumas mulheres, afasta-se um
pouco. Sentia no intimo, uma dor profunda, e chorava.
Ela sentia, como João, as coisas com mais intensidade.
Preocupou-se então com Maria retornando à cidade, que já estava
com seu ambiente astral em franca preparação para a peça teatral
que seria materializada horas depois.
Saiu então, ela e mais alguns, e desceram a encosta para irem
para a cidade, e lá esperaram Maria, pois a periculosidade
estava a olhos vistos. E ela poderia tentar ajudar em caso de
perigo.
O Rabi observava o movimento do ar, praticamente parado, pesado.
Tal como alguns observam hoje antes de algum acontecimento.
Ainda assim, continuava suas conversas com todos aqueles que o
procuravam. E com seus discípulos também. Então lhes lembrou
sobre o amigo que lhes ofereceu sua casa, e lhes orientou que o
procurassem, em caso de perigo.
Ele olha e vê algumas pessoas subindo a encosta. Já era bem
tarde da noite.
Sentiu um estalar na cabeça, como se ela fosse explodir de dor,
e inevitavelmente, colocou os dedos na testa, na tentativa de
diminuir a dor, e então viu, em mente, como ficaria sangrenta a
sua testa com a coroa que lhe seria colocada exatamente ali.
Uma lágrima rolou.
Maria, à distância, sentiu a lágrima rolar no rosto do seu
filho. Então, descobriu que tudo estava acontecendo, e como
queria criar asas nos pés!! Como queria chegar logo para
abraçá-lo! Consolá-lo. Confortá-lo. Incentiva a todos a andar o
mais rapidamente que podiam, porque ela queria segurar, ainda
uma vez, seu filho nos braços.
O filho sentiu a proximidade da mãe, e procurou manter suas
emoções sob controle, até mesmo porque as pessoas que ele viu lá
em baixo já estavam mais perto. Ele precisava evitar qualquer
situação desnecessária.
Eles chegaram, e procuraram, aos gritos e zombarias, pelo "
messias", e de forma debochada, se conduziram no acampamento,
intimidando a todos, fazendo pressão psicológica sobre todos os
que ali se encontravam.
O Rabi então, para proteger a todos, inclusive as mulheres,
amigas fiéis, leais, que lhe consideravam um amigo, um irmão,
que tanto carinho lhe deram, no tempo em que estiveram juntos,
peregrinando pela região. Sempre um carinho materno em momentos
em que ele retornava cansado, quando lhes massageavam os pés ou
arrumavam carinhosamente seus cabelos ou suas roupas.
Mulheres, que, por intuição, sabiam quem ele era, de fato.
E ele as amou muito mais do que qualquer artista possa colocar
em sua obra-prima.
Para evitar-lhes constrangimentos desnecessários, vez que depois
não teria como evitar, pelo menos aqueles ele evitaria, e para
que não fossem tocadas como prostitutas de acampamentos, ele se
levantou da pedra onde estivera sentado, e se dirigiu para o
grupo que começou a importunar as mulheres que ali estavam,
provocando os homens à luta para que, assim, tivessem motivos
para prender todos. Essa era a ordem que receberam. Provocarem
ao máximo para que o Mestre ou seus apóstolos esboçassem uma
reação mínima, e assim, serem feito prisioneiros, justificando a
atuação dos seus acusadores.
João, atento, ao ver o Rabi se levantar e se dirigir ao grupo
que estava desrespeitando a todos, levantou-se do chão, onde
estava sentado, com as pernas cruzadas, em posição tradicional
de meditação, e se colocou a postos, com as mãos na espada.
O Rabi, de soslaio, viu a movimentação de João, e receou o que
não podia de forma alguma acontecer, e lhe fez um gesto quase
imperceptível com os olhos, e com as mãos, para que não tocasse
em sua espada. João então, conteve os ímpetos de defesa de seu
amado mestre, e procurou controlar os outros que também, ao
verem João fazendo o movimento de se levantar e tocar o cabo da
espada sob a roupa, imediatamente pressentiram o perigo e já
estavam se levantando.
Quando João lhes gesticulou para não tocarem a espada, alguns
não lhes deram ouvidos, e avançaram em defesa do rabi. Então, o
centurião que estava comandando a operação de prisão, perguntou
de forma cínica, se ele era Jesus, o Messias, ao que o rabi
respondeu "sabem que sou eu quem procuram. Sabem que não
fugirei. Porque tanta violência em suas atitudes?"
A força das palavras do Mestre fez com que dessem um passo
atrás. (É sempre assim. Quem tem medo treme diante de quem tem
amor e coragem).
Os outros que estavam com o centurião tentaram provocar,
novamente, situação de briga, quando alguém então lhe feriu as
orelhas.
O rabi, então, que sabia que isso causaria a prisão de todos;
sabia que aquilo poderia ser o motivo que esperavam para prender
a todos, homens e mulheres. Então, num gesto supremo de sua
energia divina naquele corpo humano, o corte da orelha do
centurião foi fechado.
Ali houve mais perda da energia dele, que não contava com o
suporte externo mais.
Maria Madalena seguia rumo à cidade, para depois empreender
caminho em busca de Maria. Então, num ímpeto, ela pegou um pano
que carregava, o deu a uma outra moça e lhe pediu que voltasse
com mais alguém, e que ficasse perto do Mestre e lhe secasse o
suor de suas têmporas. Maria Madalena fazia isso sempre e não
concebia a idéia de não ter quem fizesse, em sua ausência. Mas
sabia que não era esse o único motivo.
A outra moça, outra discípula, empreendeu caminho de volta com
mais dois amigos para lhe proteger.
Enquanto isso, o rabi já estava levando um soco no estômago.
Quando ele se curvou, diante da dor, lhe bateram na nuca, e o
meu rabi caiu no chão, gemendo silenciosamente.
Outra lágrima. Era a segunda. Silenciosamente, em sua alma.
E em Maria, lá longe, outra lágrima.
Ela se sentiu desfalecer, exatamente no momento em que ele caiu
no chão.
Ao se dobrar com as mãos sobre o abdomem, ela sentiu o filho em
sua barriga, tal e qual quando estava grávida. Queria que ele
ainda estivesse ali, protegido.
Então sentiu a presença de Gabriel, seu anjo da guarda,
que lhe disse "amada, estou contigo". Passou a tontura, e se
recobrou, continuando a caminhada.
Sentia, embora feições calmas, que não tocaria mais no filho.
Que não o abraçaria mais, nem o beijaria mais.
A dor foi lacerante.
o rabi, deitado, gemeu novamente.
Ninguém entendeu o seu gemido de dor, porque não haviam batido
nele de novo.
Ele sentiu a dor da mãe.
Ele foi levantado então, e de forma violenta, teve seus pulsos
amarrados.
Os discípulos estavam assustados demais, e não sabiam o que
fazer.
João tentava apaziguar seus corações e pedir que aguardassem,
que mantivessem a calma e procurassem por soluções. Por algo que
pudesse evitar a situação futura que ele antevia.
Alguns haviam se retirado, e já estavam a caminho da casa do
amigo, que a ofereceu a todos.
O Rabi então é levado.
Um silêncio mortal. Dois pássaros gigantescos nos céus. Tal como
quando ele veio à Terra, nascendo de Maria de Nazaré.
Pássaros gigantescos acompanhando a movimentação em Terra. Mudam
de cor no espaço. Vermelho púrpura.
Colocam-se em posição de solidariedade com aquele que estava em
terra, passando por tanta dor.
Águia e Condor, nos céus, bem visíveis, mas os humanos estavam
preocupados em ver o sangue do Messias, ou então ver o milagre
que esperavam que ele fizesse para não ser crucificado.
Esperavam que ele fizesse mágicas e não fosse morto.
Esperaram o tempo todo e não o viram fazer shows de mágica em
toda a sua vida.
Não fazia apresentações para reis e rainhas, príncipes e
princesas e seus súditos. Não participava de shows em praças
públicas fazendo mágicas para mostrar o Poder do Criador.
Ele realizou obras. É diferente de mágicas. Ele curou. Ele
consolou. Ele deu forças aos fragilizados. Acalentou os que
sofriam. Saciou a sede espiritual de quem pediu. Saciou a fome
de muitos. Ele realmente multiplicou os pães. E quem se
interessar, poderá ver o quão verdadeiro foi.
Não houve truques. Não havia nada escondido sob as mangas do seu
manto. Nem por detrás das câmeras. Nem sob véus. Nem por detrás
das cortinas. Não haviam truques. O Rabi era a manifestação do
Criador aqui, e mesmo que ninguém acredite, não mudará isso.
E digam quantos quiserem dizer que também são Deus e façam
quantos espetáculos de mágica, ou de aprendizes, na tentativa de
angariar súditos.... não mudarão o fato de que quem trouxe a
energia do Criador foi o Rabi da Galiléia.
Ele avisou a todos sobre os que surgiriam dizendo-se Deus ou
dizendo-se o Cristo. Avisou que fariam prodígios para todos
verem. E ainda assim, não foi levado em consideração.
A humanidade havia optado e assinado sua culpa. Não havia mais
nada a fazer a não ser dar o suporte possível a todos.
Em alguns momentos de sofrimento do rabi, a águia e o condor
ficavam pretos, exteriorizando toda a geometria sagrada em
prata. Para o Cosmos registrar o acontecimento em Terra. O que
em Terra se passava traria conseqüências (já está trazendo)
inimagináveis para todos os mundos astrais e o físico do
Planeta.
Nos céus, todos mudaram as cores de suas vestes. Aguardavam o
sinal para assumirem suas posições.
O Rabi foi levado à cidade, e entregue a quem havia forjado sua
prisão. Seus acusadores sentiram medo, até mesmo pela hora da
noite, concluíram que foram atitudes pesadas demais (já era a
consciência querendo lhes alertar sobre os funestos passos que
dariam). Chamaram a guarda e lhe disseram que trouxesse o
criminoso (o rabi já era, então, criminoso) de manhã , como era
normal.
Seus acusadores já sentiam medo do que haviam feito. E sentiam
mais medo ainda pois sentiam o ar diferente. Percebiam que algo
lhes escapava à percepção, e então, por raiva, deram seguimento
à grande peça teatral montada numa demonstração de que eles
podiam tudo.
O Centurião lhe disse que não podia fazer isso, pois não teriam
onde deixar o criminoso, e enquanto isso, o rabi era
ridicularizado pela população a sua volta. Os discípulos se
refugiaram na casa do amigo, para decidirem o que fazer. Mas o
pânico não lhes permitia nem pensar, tal e qual podemos imaginar
numa situação semelhante.
Não se entendiam. Não tinham lucidez. Sofriam. Choravam.
Gritavam. Urravam. Esbravejam. Mas não pararam para pensar sobre
o que estava acontecendo. Reagiram como é comum hoje : brigas e
brigas. Gritos e choros. Revoltas. Cobranças. Atitudes? Nesses
momentos, poucas. Medo? Muito.
Naquele momento, na montanha, em que o rabi se entregou, ele
olhou para Judas, num agradecimento, um olhar com profundo amor.
Então, naquele exato segundo, Judas viu o que havia feito.
Viu que havia caído, no astral, e aceito favores em troca da sua
alma.
Naquele momento, alguém dos céus envia ao Mestre energia pura do
Pai. É quando o rabi olha novamente para Judas, e com o olhar,
diz, e sabe que foi entendido: " ainda vamos nos encontrar. Eu
te amo".
Judas não suporta a força daquele olhar e refugia o seu próprio
olhar para os lados. Mas tem esperança de que Jesus seja apenas
preso e liberto no dia seguinte, como lhe foi prometido. Afinal,
haviam lhe informado que pretendiam apenas dar uma lição naquele
que dizia que era o Messias. Não pensava ele o quanto estava
sendo enganado pelas energias obscuras que já atuavam, aos
milhares, nos mundos astrais e físico do Planeta.
Ele não vendeu o Rabi.
Enquanto a população debochava do messias com as mãos
amarradas.... que Messias era aquele, de mãos amarradas?
Novamente condor consegue contato e lhe envia um holograma do
Pai .
Um flash , como se diz hoje. Insight,... enfim..Isso graças ao
estado de calma que o rabi se impunha.
Os acusadores do Rabi tinham pressa. Muita pressa por medo da
população descobrir que as provas foram forjadas, por exemplo.
Ou que mesmo assim pedissem a sua libertação.
Na época, também um ser , que vivia encarnado, e que atuava
enquanto energia de paz em outras regiões, foi inspirado para ir
para Jerusalém naqueles tempos.
Quando o rabi foi passando de mão em mão de acusadores, que não
sabiam o que fazer com ele, pois sabiam quem ele era e tinham
medo de retaliações astrais. Na verdade, ninguém tinha coragem
de assinar sua sentença. Quem gosta do obscuro só toma atitudes
na surdina. Não tem a coragem necessária para assumí-la sem os
véus da dissimulação.
Houve o julgamento com as supostas infrações que ele teria
cometido. Isso foi feito por pessoas ligadas a ele, algumas
pessoas conhecidas, que o viram crescer, ou que cresceram junto
com ele.
O medo de assumirem e assinarem a sentença do julgamento, fez
com que seus acusadores transferissem para a comunidade a
decisão sobre a liberdade de um prisioneiro, sem muita clareza a
respeito de sua identidade ou o crime que ele teria cometido.
E quando , depois, isso foi feito, foi somente porque já tinham
infiltrado pessoas disfarçados no meio da população, para que
gritassem e pedissem sua morte.
Já que Barrabás não lhes oferecia perigo, posto que não tinha o
poder que o Rabi tinha, tudo foi orquestrado dessa forma. Lá, no
meio da população, bem na frente, tinha uma mulher que não
gostava de Maria de Nazaré. Uma inveja mortal corroia o interior
daquela mulher pelo fato de ter sido Maria a mãe do Rabi. Uma
Maria simples e comum.
Essa gritou também "crucifica-o". Ainda carrega essa inveja de
Maria. E ela fez coro, tantas vezes quantas aguentou nos gritos
de "crucifica-o" para mostrar a Maria que não gostava dela; para
fazê-la sofrer.
Exatamente assim aconteceu.
Com veemência, essa mulher acirrava os ânimos, já exaltados, de
todos os que estavam por perto porque ela queria atingir Maria
de Nazaré.
O rabi, em dado momento, olha para ela e, então, ela abaixa a
cabeça, e se afasta, com medo terrível. Medo do que havia
acabado de fazer por saber das conseqüências, ainda que
intuitivamente. Medo pelo que colheria vez que deixou a inveja
suplantar a solidariedade. Sentiu medo não do Mestre, mas de si
mesmo e dos sentimentos que trazia em seu interior.
A consciência de quem faz o que não deve sempre gera medo diante
de sua vítima. O mesmo medo que fez com que ela acusasse Maria e
o rabi como acusou.
O Rabi apenas olhava para ver quem estava com tanta energia
violenta, olhava como qualquer humano olharia, embora, ele
tivesse poderes divinos. Olhava e via muitos daqueles que antes
estavam sempre por perto, conversando e desenvolvendo o amor.
Desses, alguns pediam sua liberdade, e outros, sua crucificação,
levados pela maioria, sem querer pensar no que faziam.
Como ele não se curvou, e aguardava atuação de seus mentores, e
de alguma forma, lhes dessem suporte necessário, ou livrando-o
daquilo ou então suavizando suas dores.
Aguardava então em silencio, sem se exaltar, sem clamar por
inocência, sem pular nem se desesperar, até mesmo porque ele
sabia que se o suporte não viesse (como não veio) ele teria que
aguentar tudo sozinho e o desespero é o caminho errado para
isso. Em momentos de aflição, melhor o silêncio.
Isso enraivecia mais e mais a população que assistia aos
julgamentos, porque não concebiam alguém sem medo. Ainda mais
sendo inocente. Queriam que o rabi desse espetáculos aumentando
assim a platéia que pedia sua crucificação. Isso enraivecia quem
o condenava, porque não o via se dobrar.
Enlouquecidos pela força do rabi, se deixassem a situação como
estava, ficariam desmoralizados. Então, já com os espiritos
clamando por sangue, bem como pela quantidade se seres do astral
que não o queriam ali, no físico. Encarnados ou não, todos
queriam o sangue. E seria, ao mesmo tempo, uma demonstração de
quem manda mais. Então ordenaram as chicotadas.
Naqueles momentos, o rabi abriu-se em luz astral e fechou todos
os campos a sua volta, não permitindo que nenhum ser obscuro
chegasse perto, no astral, e sugasse a sua energia em forma de
sangue.
Como os desencarnados não conseguiram o que queriam, ficaram
mais enlouquecidos ainda e influenciavam os encarnados, e as
chicotadas passaram da conta.
Maria agonizava, andando. Sabia que era tarde demais. Seu corpo
sentia exatamente cada chicotada.
Também suou sangue, embora menos porque Gabriel estava ali ao
lado dela ajudando-a.
Chorou sangue, e Gabriel secou cada lágrima.
Não dizia uma palavra.
Porque ela sabia.
Enquanto isso, o rabi já sem forças, clama então, pelo Pai, pela
primeira vez ("porque me abandoram aqui?")
Outra lágrima. Silenciosamente, em sua alma. A terceira lágrima.
Desse tipo de lágrima que estou falando, é a terceira que rola
em sua face.
Três lágrimas. Três sofrimentos. Três tempos. Três fases. A
humanidade decidiu. Assim será.
Seus acusadores, não ficaram satisfeitos, porque ele não havia
gritado, pedido clemência. Se tivesse pedido, lhe teria sido
dada, só para mostrarem que quem mandavam eram eles. Mas o rabi
já não se interessava mais.
E no silencio, ele respondeu " façam agora o que quiserem... já
está feito".
Ele não pediria perdão por crimes que não cometeu.
( E não se dobraria diante dos que torciam as mãos, prazeirosos,
antevendo o momento em que ele pediria piedade, para que, então,
seus acusadores se fantasiassem de senhores piedosos e lhes
concedessem o perdão.)
Ele se ergueu em energia e olhou para alguns que lhe foi
possível olhar.
Foi então um momento crucial. Iam libertá-lo, mas sabiam que era
tarde demais. Iam entregá-lo a sua mãe, mas perceberam que
tinham ido longe demais em sua demonstração de poder. Entenderam
então o olhar do Rabi. Já estava feito. E estremeceram de medo,
ainda que disfarçando para que ninguém notasse.
Ainda assim não quiseram admitir, nem para si mesmos, que o Rabi
era mesmo a energia do Criador em forma física. Então deram
seguimento à covardia gerada pelo medo. Crucificaram-no. Para ,
numa vã tentativa, tirarem a culpa de si mesmos, e se
convenceram que ele merecia. E combinaram, em conversas
particulares, desvirtualizarem alguns acontecimentos de forma a
que o Rabi parecesse mesmo ter cometido os crimes que lhe foram
impostos. E também diriam sobre seus apóstolos e familiares o
mesmo, para justificarem diante de si mesmos e de todos que
fizeram cumprir a lei. Como se isso fosse verdade!
Naqueles momentos em que ninguém sabia o que fazer, ao mesmo
tempo que era melhor eliminar a prova da culpa, Pôncio lava as
mãos. Transfere para a população a responsabilidade, pretendendo
se iludir que fazendo isso não ajustaria contas, no futuro.
Foram momentos em que cores se reuniram e a geometria sagrada do
Criador foi estampada para quem quisesse ver.
Condor e sua tripulação mudaram para a cor azul. Apoiando a
Justiça que viria à terra em forma humana. Providências
começaram a ser tomadas, já naquele momento.
Enquanto isso, o ser que havia sido inspirado para ir para
Jerusalém, fica sabendo que haveria um julgamento de criminosos
e que a população escolheria entre dois. Não fazia idéia de nada
do que acontecia. Quando foi para o meio do povo e viu a cena,
ficou horrorizado, e sentiu mal-estar e procurou uma rua calma,
onde se esforçou para se acalmar. Ele havia reconhecido aquele
irmão que conhecia como Sananda.
Não entendeu o que estava acontecendo, mas intuitivamente,
procurou ficar por perto, para fazer o que pudesse, ainda que
fosse pouco. Então ele viu as condições em que estava o Planeta
naquela época. E começou a perceber os motivos de sua própria
vinda, lembrando que seu encontro com o Rabi estava marcado,
pelo Cosmos, para mais no futuro, e não daquela forma.
Segue o rabi com sua cruz. Erroneamente cristalizado um
significado de aceitação de sofrimento.
A moça, que Madalena havia pedido para voltar, chega à cidade e
fica sabendo o que aconteceu, e chora desesperadamente
procurando o Messias. E o vê, na hora em que a cruz lhe está
sendo colocada sobre os ombros.
Madalena encontra o grupo de Maria e dirigem-se à cidade o mais
rapidamente que lhes era possível.
Chega a noticia na casa onde alguns discípulos se encontravam, e
os que lá estavam se apavoram, e então começam a temer pela
própria vida.
Pedro vai para cidade para conferir as informações, pois não
queria acreditar que iam matar o Mestre. Era inconcebível para
quem só amava, como ele, ser morto daquele jeito.
Bartolomeu foi também e tentou falar com pessoas influentes para
liberarem o Mestre. Mas ninguém queria conversar sobre o
assunto. Já era algo como tabu. E Bartolomeu não conseguiu
contatar ninguém que a principio, em outras ocasiões, até o
teriam recebido em suas casas.
Foi então que ele entendeu o " sepulcros caiados" do Mestre. Ao
entender que as pessoas vivem de aparências. Ao ver ali uma
situação delicada e todos pensando nas aparências, no exterior
bonito e pintado. Mas e o interior?
Quando a moça que estava com o pedaço de tecido e que
singelamente Madalena lhe pedira para secar o suor do Mestre, o
viu naquele estado, entrou em choque. Senta-se no chão e chora
todas as lágrimas da sua dor.
O pânico astral instaurado. Tinham consciência do que estava
acontecendo, da alta gravidade das atitudes dos encarnados, e
muitos viam as naves , às centenas, a postos. O umbral ferve.
O inferno se instala em Terra.
o Criador decretou: Cairás. Cairás e se levantará em três
tempos.
Os Elohins entenderam a situação sofrida do planeta que eles
criaram. E então, em conjunto com outras energias, providências
começaram a ser tomadas. Foi respeitado o direito de escolha da
humanidades daquela época, física e astral. Mas o socorro ao
planeta seria dado.
E assim ficou escrito nos universos. E que cada um saiba que
tudo foi e é registrado.
Maria chega à cidade e já sofrendo as dores do filho, vai até
onde ele está, e o vê, com a cruz nas costas.
Ela olha para aqueles olhos e diz " eu te amo". E se abraçam. Em espirito, se unem em energia pura que são. Ele, por sua vez,
levanta os olhos e e se comunica com ela.
Ela não podia fazer nada, embora também tenha tentado tal e qual
Bartolomeu.
Antes ela era recebida pelos sacerdotes, mesmo sendo mulher, e
procurou os conhecidos, inclusive de seu marido para que,
intercedessem junto a outros que, por sua vez, poderiam
interceder, até que alguém pudesse contatar alguns governantes
pedindo que libertassem o Mestre.
Não conseguiu.
E foi o rabi levando a sua cruz. Numa lastimável parte da
historia da humanidade terrestre. Sofrível parte. Não sei quem
mais sofreu naquela época. Mas não é difícil saber quem sofre
mais atualmente.
Mais na frente, numa parte do caminho, o rapaz que havia
reconhecido o Mestre, vendo o seu desgaste fisico, passa perto
de uma moça que tinha um pote de água, ele pega uma concha ou
algo parecido da mão da moça enche de água e tenta, num gesto
infinito de amor e respeito por aquele ser, lhe oferece a água.
O centurião, um deles que estava de guarda ao lado do rabi, com
a própria espada derruba a concha de água no chão e ameaça
prender o rapaz, que por sua vez, prefere se afastar para ver
mais o que poderia ser feito. Sofre dolorosamente sem poder
fazer muito.
Assim como os outros que foram fiéis ao Mestre, e ali ficaram,
sem medo de serem incriminados.
Esse momento de ligeira confusão fez com que a moça que estava
chorando com o pano na mão se recobrasse do estado de choque no
qual se encontrava e começa a seguir o cortejo
Sem saber direito o motivo. Mas sentia que precisava acompanhar
o Mestre.
Em dado momento, anda mais ligeira que todos do cortejo e fica
bem na frente de onde o cortejo vai passar, e, quando o rabi
passa, ela corre, burla a vigilância e vai para perto dele, e
então seca, não o suor, mas o sangue e as lágrimas dele num
pano.
Maria passa mal e é recolhida a uma casa de conhecidos. Madalena
tenta reunir os apóstolos, tenta um plano, dois planos,
diversos, para livrar o Mestre daquilo tudo. Para pedir aos seus
acusadores que parem com tanto sofrimento.
Muitos locais dos universos sentiram a dor dos que estavam aqui,
naquele momento.
Todos são Um.
O rabi vai passando pelo caminho e além de tudo, ainda ouve
cinismos e deboches das pessoas.
Muitas delas que ele curou lhe diziam " você me curou.. porque
não faz por você alguma coisa?" Muitos perguntavam isso com
sinceridade de coração porque queriam que ele se livrasse
daquele sofrimento.
:
E assim foi, .............
Quando Maria se recupera, ela acelera novamente os passos para
seguir o cortejo, e assim vai, silenciosamente.
Um amigo sentia tanto a dor do rabi, e num de seus tropeções, se
colocou bem visível ao centurião mais próximo, porque ia pedir
para ajudar a carregar a cruz, apelando para o desgaste do
Messias. Nem precisou manifestar o pedido, porque o centurião
lhe antecipou as palavras e pediu que ele fizesse isso. E então,
nos momentos que lhe foi permitido, ele ficou bem perto do
Mestre, passando para ele toda a sua energia, e em poucas
palavras, conversava e lhe dava ânimo, tudo de forma
imperceptível.
O rabi olha para ele e depois para Maria e João, como a lhe
mostrar " faça isso com eles também" .
A mulher que invejava mortalmente Maria via o sofrimento
estampado no rosto. Ela não admitia que pessoas comuns como
Maria e José pudessem ter tido como filho o Messias.
Além de toda a dor do momento, e da reação cínica de muitos que
poderiam estar sendo verdadeiros amigos mas se transformaram em
seus algozes, ainda contava com antipatias pessoais ao seu ser
por ser a mãe do Mestre. Ouviu algumas palavras que lhe foram
dirigidas "ele não é nada." "Seu filho é nada. " "Você é um
embuste."Uma pessoa como você não teria um filho Messias." E
coisas assim Maria ouviu no auge de sua dor de mãe.
Continuou andando, e levou sua mão esquerda ao coração e parou a
mulher suavemente e lhe pediu " entregue para mim suas dores,
suas lágrimas.. coloque-as em minha mão." Após, segue o cortejo,
deixando a mulher para trás.
Anjo Gabriel sempre com Maria. Invisível já nessa época, porque
não havia condições no físico para eles se manifestarem mais. o
Anjo Rafael procurando fazer o que podia também para ajudar.
Irmãos espirituais mais velhos procuravam suavizar o ar,
procurava acalentar, junto com os seres da natureza, os
pássaros, e outros animais, de todo o planeta, porque todos
sentiam algo muito tenebroso acontecendo.
As energias, os elementais das águas, terra, fogo e ar desejaram
se retirar do Planeta, pois que não pretendiam mais cuidar dos
que assassinaram o Rabi. Ficaram. Aqui ainda estão, sustentando
a vida dos habitantes. Porque, apesar de terem desejado ir
embora, sabiam que precisavam ficar. Que tinham muito o que
fazer naquela época e no futuro.
Esforços humanos envidados sem sucesso na libertação do rabi.
Embora a situação em si já tinha sido decretada pela atitude
torpe de quem tomou as decisões.
Num flash, o rabi vê a águia e condor voando bem alto. Embora
próximos.
Sabe que são as ultimas horas. Então, pede a João que cuide de
sua mãe, pois sabe que ela será perseguida e atormentada se
ficar ali. Ela e seus irmãos menores. Lembra a Maria sobre o
futuro de João e pede que ela o ajude no que for possível.
Os três. Em pensamento se comunicam, num gesto derradeiro de
amor e fé no amor.
Segundos apenas. Então, o rabi, (feridas abertas em todo o seu
corpo), olha para o céu e pergunta, agora, num desabafo " porque
me abandonaram?".
Nesse momento, ele sai do corpo. Momento supremo de dor. Ele é
retirado. E o soldado é inspirado então, já que era possível ,
cumprir um texto que havia sido escrito na Bíblia. Então, o
soldado lhe rasgou o coração para que ele não sofresse
mais.Nessa fração de segundos, Maria e João sustentaram a
energia astral do Mestre, enquanto ele se desprendia dela e se
retirava em seus corpos sutis.
Assim se desprendeu a energia do rabi de forma direta e sem
traumas para ele.
O Rabi passa por um período de reestruturação e dias terrestres
depois, volta e faz suas aparições.
A vida vence a morte! O amor já venceu!
Outra matéria relacionada ao Rabi:
"O Rabi"

Preenchendo o vazio
Procuremos algo no nosso lar, no nosso cotidiano que possa
preencher nosso coração e nos trazer um pouco mais de
tranquilidade.
Cuidar do emocional, cuidar de si mesmo, fortalecer a fé em
Deus. Todos foram orientados de que o caos se
implantaria. E isso é apenas uma pincelada dele.
Buscar uma maior interiorização para começar a entender
como e qual o jeito que os guardiões nos falam.
Ajudá-los; afinal, eles vivem ao nosso redor nos
dizendo as coisas, e nós nos fingimos de surdos. Agora é
a hora de fazermos alguma coisa porque eles não são
nossos empregados, são nossos amigos. E e se não os
ajudarmos a nos ajudar, eles não poderão nos ajudar.
Falamos que os outros estão surdos. E nós? Não
estamos também? Não queremos ouvir nada que não seja
o que queremos. Não queremos ouvir nem nossos amigos
espirituais, que nos orientam. Não estamos surdos
também?
Quem ouviu e começou a se mexer, interiormente, está
começando a se entender com os guardiões. Está começando
a compreender o que e como eles falam com cada um. Mas
quem achou que Deus faz tudo, está começando a sentir
um vazio dentro de si, porque não fez e não esta
fazendo a sua religação com Ele.
Traçar metas. objetivos. Um dia de cada vez sendo vivido
com o entusiasmo juvenil, sim! Com a força e a garra do
adulto e com a sabedoria da idade que as experiências
vão nos trazendo.
Recomeçar sempre que se vê sem motivos naquele caminho.
Retomar outros conceitos, em equilíbrio, vislumbrando
outras formas de se feliz. Trabalhar. Ser útil.
Sentir-se útil no que faz. Amar o que faz, seja nessa
ou naquela atividade profissional. Olhar mais o interior
e ver o que lhe falta e, assim, começar a trabalhar
para preencher o vazio.
O momento é de auto-avaliação constante no sentido de não
sermos engolidos pelo caos ainda civilizado que ora se
apresenta em nosso cotidiano. Procurar entender isso, e
parar de sonhar somente cor de rosa é o que qualquer um
que veio aqui, para ajudar o Planeta, já deveria estar
fazendo.
Conscientizar-se de que é um ser espiritual que veio aqui
para fazer algo, e não para ficar se lamentando diante
do que acontece, seja individual ou seja no coletivo, e
sim, buscar alternativas para não entrar na mesmice das
tagarelices que oferecem soluções mágicas para tudo.
Porque não será assim. E todos estão sendo orientados.
De uma forma ou de outra, todos estão. Reconhecer isso e
começar a fazer a diferença na própria vida e se
disponibilizar com Deus para que seja feita de acordo
com o Planos Dele, e que tenhamos a coragem de nos
modificarmos onde tivermos que nos modificar.
Não viemos aqui para ficarmos sentados na poltrona da
auto-piedade nem na cadeira da dor. Nem nos exibindo.
Nem fingindo ser o que não somos. Nem fingir saber
o que não sabemos. Viemos aqui para vivermos e sermos
felizes. trabalhando isso dentro de nós, enquanto
permitimos o espírito evoluir mais e buscar a sua
religação com Deus.
Todos temos dificuldades diárias, que se somadas, enchem
caminhões e caminhões. Mas e daí ? Vamos deixá-las nos
sufocar e asfixiar a vida que existe em nós ?
Claro que não. Vamos lutar e vencer essas dificuldades.
Se não podemos resolvê-las, pelo menos podemos ser mais
fortes que elas e não deixá-las que nos sufoquem mais.
Que as dificuldades fiquem em seu lugar, e nós
continuaremos a procurar a tranquilidade em nós. A
manter o equilíbrio.
Se criamos problemas e problemas em nossas vidas, ainda que
inconscientemente, e se agora estamos vendo um por um
em nosso cotidiano, que sejamos nós mesmos a arregaçar
as mangas e decidir pela solução. E assumi-la.
Somos uma fábrica de problemas. Fabricamos toda hora
problemas e problemas com nossas atitudes omissas diante
de tudo, ou então pela impetuosidade. Mas não queremos
resolver, então ficamos pedindo que Deus resolva. Se não
quisermos começar a resolver, Deus não fará o que somos
nós que temos que fazer.
Quem tem que corrigir o quadro da nossa vida somos nós
mesmos. Não adianta transferirmos a responsabilidade
para Deus ou então continuarmos fugindo de nós mesmos.
Um guerreiro não foge. Ele luta até o fim.
Ele não desiste de seus objetivos. E se não sabe quais são,
sempre se pode procurá-los no silencio e com uma boa
conversa com Deus, que sempre nos clareia a mente.
O objetivo maior de todos aqui é pura e simplesmente amar.
Viver bem. Em equilíbrio. O restante, é
conseqüência desse amor.
Quem vive bem, em equilíbrio, em paz, com amor, faz aos
outros o que gostaria que os outros lhes fizessem, como
o Rabi orienta. E todos os outros mestres orientaram
quando vieram aqui. E assim, estaremos realizando nossas
tarefas ainda que não percebamos, ainda que não hajam
cerimônias para entrega de medalhas nem aplausos da
platéia.
Mas viver se arrastando dia após dia, carregando as 24
horas como se fossem um fardo pesadíssimo é opção. A
opção de cada um é respeitada. E mesmo que se diga que
não optou, então porque se arrasta? Não é opção
verbalizada e registrada em cartório; é opção de acordo
com as atitudes, com os sentimentos. Não é preciso
dizer com palavras para optar por algo. As atitudes
falam por si.
O que todos podemos fazer é buscar em nosso interior a
força que sabemos que temos, mas que não queremos ter,
porque é mais fácil nos fazermos de sofredores e os
outros fazerem por nós o que nós é que temos que fazer.
Isso é milenar. Sempre foi assim. A acomodação de
muitas vidas está gerando agora, esse sofrimento que
envolve a maioria dos habitantes encarnados.
É mais fácil reclamarmos, gritarmos , urrarmos contra a
guerra, a fome, contra a miséria que assola ao país, etc
do que fazermos algo nas proximidades de nossa
casa. É mais fácil. E isso é um costume que vem há
milhões de anos. E agora, tudo está recaindo sobre nós
porque estamos colhendo o que estivemos plantando pelas
vidas passadas. Não queremos colher porque nós nos
achamos anjinhos e santinhos, e não merecemos. Mas a
Justiça não brinca e não erra.
Em tempos de purificação do planeta e seus habitantes,
muitos recusam (e recusarão) a colheita do que
plantaram por dizerem que não plantaram. E isso gera
sofrimentos desnecessários, embora nenhum sofrimento
seja necessário, claro.
Muito se falou sobre as dificuldades que encontraríamos nos
dias futuros, que são esses, os atuais. E vamos
encontrar ainda mais dificuldades para seguirmos em
frente, face o entorpecimento que se acentua mais e
mais e não querem perceber isso.
Decidir o que se deseja, agir, trabalhar com união, viver
com equilíbrio, é o mínimo que podemos fazer por nós.
Por cada um de nós. Ajudarmo-nos sempre, em espírito, e
aqui, se pudermos. Mas sempre tendo a certeza de que
vamos conseguir chegar na reta final, sim, sem sermos
tragados pelo caos.
Mantermos dentro de nós a centelha da vida se expandido,
mais e mais, e iluminando nosso interior para que
saibamos qual o caminho melhor para nós. Para cada um de
nós.
Se o mundo externo nos diz não, digamos sim ao amor, à vida, à
felicidade, ao equilíbrio. Digamos sim ao trabalho, ao
esforço, à coragem de nos superarmos sempre que
necessário.
Publicado em: Segunda-feira, 17 de abril de
2006.